Le chemin des forains

     H. Sauguet e Jean Dréjac

- 1955 - 

 

Ils ont troué la nuit
D'un éclair de paillettes d'argent.
Ils vont tuer l'ennui
Pour un soir dans la tête des gens.
A danser sur un fil, à marcher sur les mains,
Ils vont faire des tours à se briser les reins,
Les forains...

Une musique en plein vent,
Un petit singe savant
Qui croque une noisette en rêvant
Sur l'épaule d'un vieux musicien
Qui, lui, ne rêve de rien.

Ils ont troué la nuit
D'un grand rire entremêlé de pleurs.
Ils ont tué l'ennui
Par l'écho de leur propre douleur.
Ils ont pris la monnaie dans le creux de leurs mains.
Ils ont plié bagages et repris leur chemin,
Les forains...

Leurs gestes d'enfants joyeux
Et leurs habits merveilleux,
Pour toujours, sont gravés dans les yeux
Des badauds d'un village endormi
Qui va rêver cette nuit...

Va rêver cette nuit
D'un éclair de paillettes d'argent
Qui vient tuer l'ennui,
Dans le coeur et la tête des gens,
Mais l'ombre se referme au détour du chemin
Et Dieu seul peut savoir où ils seront demain,
Les forains...
Qui s'en vont dans la nuit...
 

 
Tradução:
por Rodrigo Moreira Sanga
 
O caminho dos forasteiros

 

 
Eles abriaram a noite
com um clarão de lantejoulas de prata
eles vão matar o aborecimento
por uma noite na cabeça das pessoas
Ao  dançar sobre um fio, ao andar sobre as mãos
eles vão andar cortando reinos
os forasteiros...
 
Uma musica ao vento
um macaquinho sabido
que come uma avelã sonhando
sobre o ombro de um velho músico
o qual não sonha com nada
 
Eles abriram a noite
com um grande riso  intercalado de choro
mataram o aborrecimento
pelo eco de sua própria dor
pegaram a moeda no vazio das mãos
eles fizeram suas malas e retomaram seu caminho
os forasteiros...
 
Seus gestos de crianças alegres
e suas roupagens maravilhosas
para sempre são gravados nos olhos
dos bapauvos de uma vila adormecida
que vai sonhar esta noite...
 
Vai sonhar esta noite
com um clarão de lantejoulas de prata
que vieram matar o aborrecimento
no coração e na mente das pessoas
mas a sombra some na curva da estrada (ou "do caminho")
e só Deus pode saber onde estarão amanhã
os forasteiros...
que se vão na noite
 

 
 
 

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