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A peça " Piaf, a
vida de uma estrela da canção"( 1983 ) ficou em
cartaz por quatro anos consecutivos e marcou a
história dos musicais no Brasil.
Espetáculo
recordista de permanência e de público, excursionou
por todo o Brasil e esgotou a lotação de todas as
casas em que se apresentou, inclusive o Palácio das
Convenções do Anhembi, em São Paulo, de 4000
lugares, rendendo à Bibi Ferreira todos os prêmios
do Teatro Brasileiro.
Devido ao grande
sucesso, em 1992, Bibi foi convidada pela Prefeitura
da Cidade do Rio de Janeiro e pelo Consulado da
França (Rio), para reinaugurar a Praça Paris, no
centro do Rio de Janeiro. Nascia ali o recital que
se tornou
um de seus maiores sucessos:
"Bibi canta e conta Piaf". Bibi criou um texto, lido
por Gracindo Júnior, contando os principais momentos
da vida de Piaf, entremeando as músicas que marcaram
as diversas fases da cantora.
Bibi cantou
acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Rio de
Janeiro e um coral composto por integrantes do
Teatro Municipal. Com este recital, percorreu vários
estados brasileiros e apresentou-se em Paris,
França, em festejada estréia, em maio de 2000.
Em fevereiro de 2004, comemorando os 20 anos da
primeira apresentação de "Bibi canta e conta Piaf" e
os 40 anos da morte da cantora francesa, Bibi
fez duas únicas
apresentações do show "Bibi Canta Piaf - 20 anos de
Sucesso", no Teatro Maison de France, no Rio,
dias 27 e 28 de janeiro. O espetáculo foi registrado
em Cd e DVD pela
gravadora Biscoito Fino em CD e DVD . O DVD, com
direção de Gustavo Caldas, o primeiro da carreira
de Bibi.
O video,
disponibilizado no You Tube pela Biscoito Fino,
pode ser conferido logo abaixo.
"O espetáculo reproduz os cabarés onde Piaf cantou a
vida parisiense dos anos 40. Bibi aparece em cena
personificada na frágil e pequenina aparência da
diva francesa. A semelhança no timbre riscado da voz
e no gestual intimista revela a dimensão do trabalho
realizado pela atriz brasileira em assimilar os
trejeitos de Piaf nos mínimos detalhes. Bibi esteve
acompanhada pela Camerata Santa Tereza, com 19
músicos, e o coral do Núcleo de canto Elena Zanotti,
com oito vozes. A direção musical, os arranjos
originais e a regência ficaram por conta do maestro
Nelson Melim.
O espetáculo é entrecortado com narrações de Nilson
Raman, que ainda divide o palco com Bibi na canção A
Quoi a ça Sert L´Amour. No DVD, Gustavo insere
imagens raras de arquivo que ilustram a vida da diva
francesa. O diretor optou por abordar todos os
aspectos da trajetória de Piaf, incluindo a boemia
dos cabarés e os problemas com drogas. Em alguns
casos, recorre à superposição de imagens de Piaf com
as de Bibi. O efeito é pura poesia.
O repertório é um recorte da carreira da cantora
francesa. Passeia por clássicos, como em La Vie en
Rose, Non, je ne Regrette Rien e L'Hymne de la
Resistance (Le Chant des Partisans), sem esquecer de
preciosidades desconhecidas do grande público.
O DVD ainda traz três sessões extras. Na primeira,
Bibi conta sua relação com as músicas eternizadas
por Piaf, fala de suas preferências e até daquelas
que menos gosta. Já o making off apresenta os
bastidores do show, mostra a intimidade dos
camarins, Bibi esquentando a voz e se concentrando
para subir ao palco. Por fim, um tributo à memória
do teatro brasileiro desde os anos 30 contado
através do arquivo pessoal de Bibi Ferreira. O
material guardado pela atriz e diretora é uma ode
por movimentos e encenações que marcaram a história
do teatro brasileiro moderno. Enfim, Vive la France!
Viva ao Brasil! Viva a suas estrelas!" |