"Bibi in Concert"
estreou na noite de 6 de abril de 1991, no Teatro João
Caetano, Rio de Janeiro, comemorando os
50 anos de
carreira de Bibi Ferreira, completados em 28 de fevereiro.
O
espetáculo levou ao palco não um personagem, mas ela
mesma, Abigail Izquierdo Ferreira, acompanhada pela Orquestra
Sinfônica do Rio de Janeiro e por um coro de 16
cantores do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, sob a regência
do Maestro Henrique Morelembaum. O concerto contava, ainda, com
três pianistas: o Maestro Eduardo Souto Neto, responsável pela
parte brasileira do repertório, o Maestro Sérgio Kuhlmann,
responsável pela parte erudita e Angela Braga, que
executou as canções de Edith Piaf.
Mesclando com
maestria peças populares e eruditas, Bibi Ferreira concebeu um
espetáculo único, do mais alto
nível, que arrebatou
público e crítica durante quase dois anos,durante os quais
percorreu 12 capitais brasileiras.
Em 6 de janeiro de 1992 a TV Globo
exibiu o Especial "Bibi In Concert", gravado no Teatro João
Caetano,
no Rio de Janeiro, em homenagem aos 50
anos de carreira de Bibi Ferreira.
Assista "Bibi in
Concert" clicando nas setas abaixo.
O concerto, dividido em 9
partes, foi postado no You Tube por Bernardo Schmidt (*)
A 4ª parte aqui
reproduzida foi postada por
pugaman77
1ª parte: Bibi Ferreira abre seu show
cantando a "Marcha dos Anjos",
do Fausto de Gounod, no
antológico "Bibi in Concert I",
regência de Henrique Morelenbaum
e direção de Augusto César
Vanucci em 1991. Comemoração dos
50 anos de carreira de Bibi.
Agradecimento especial aos
amigos Henrique, de Santa
Catarina, e Pedro Henrique, de
Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
2ª parB2ª
parte: Bibi
conversa com o público e começa
a maravilhosa série de óperas
cantadas com letras de músicas
brasileiras. A primeira é a
Marcha dos Soldados, do Fausto
de Gounod, com letra de
"Maracangalha", de Dorival
Caymmi. Agradecimento especial
aos amigos Henrique, de Santa
Catarina, e Pedro Henrique, de
Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
U3ª
parte: Um
dos momentos mais notáveis do
espetáculo, quando Bibi canta
"Brindisi", da Traviata de
Verdi, com letra de "Palpite
Infeliz", de Noel Rosa, seguida
da magnífica cavatina de Figaro,
música de Rossini e letras de
Lamartine Babo, Ary Barroso,
Luís Iglesias, Braguinha, Davi
Nasser e Pixinguinha. Como ela
diz, "é o momento carnavalesco
do espetáculo". Agradecimento
especial aos amigos Henrique, de
Santa Catarina, e Pedro
Henrique, de Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
E
4ª parte: Pot-pourri romântico: "Boa
Noite Amor" (José Maria de
Abreu/Francisco Mattoso),
"Apelo" (Baden Powell/Vinicius
de Moraes), "Eu Sei Que Vou Te
Amar" (Tom Jobim/Vinicius de
Moraes), "Ouça" (Maysa),
"Ninguém Me Ama" (Antônio
Maria), "Demais" (Tom
Jobim/Aloysio de Oliveira).
Video postado por
pugaman77
Assista ao vídeo em alta
qualidade e ouça em estéreo.
5ª
parte: Aqui Bibi diz realizar um sonho
que acalentava há tempos, de
cantar parte de "A Floresta do
Amazonas", composição lírica
cantada anteriormente, ao que
parece, apenas por Bidu Sayão,
com regência do próprio Villa, e
Maria Lúcia Godoy, com regência
do maestro de Bibi, Henrique
Morelembaum. Agradecimento
especial aos amigos Henrique, de
Santa Catarina, e Pedro
Henrique, de Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
6ª
parte: Bibi confessa
que na juventude, seu sonho não era ser atriz de teatro, e
sim atriz e cantora dos musicais da Metro. Canta a seguir um
medley com "I've got a song for you" (Stillman e Holmer),
"Swanee" (Gershwin e Irving Caesar). Aqui começa uma pequena
dessincronia entre som e imagem, devido à ripagem caseira do
VHS. Agradecimento especial aos amigos Henrique, de Santa
Catarina, e Pedro Henrique, de Minas Gerais." Bernardo
Schmidt
7ª
parte: Antológica brincadeira de Bibi
com a música "Mulher Rendeira",
cantando-a como seria cantada
nos mais diversos países, em
seus estilos próprios, o tango
na Argentina, a tarantella na
Itália, o fado em Portugal, o
rock nos Estados Unidos e assim
por diante. Agradecimento
especial aos amigos Henrique, de
Santa Catarina, e Pedro
Henrique, de Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
8ª
parte:Trecho do show
dedicado a dois dos maiores sucessos de crítica e púbica de
Bibi: Gota D'água (1975), de Chico Buarque e Paulo POntes,
direção de Gianni Ratto, e Piaf (1983), de Pam Gems,
tradução de Millôr Fernandes, direção de Flávio Rangel. Bibi
canta "Gota d'agua", Basta um dia", "L'Hymne de la
resistance", "La Marseillaise", "La Belle histoire d'amour"
e "Hymne a l'amour". Agradecimento especial aos amigos
Henrique, de Santa Catarina, e Pedro Henrique, de Minas
Gerais.
Bernardo
Schmidt
9ª
parte: Na última parte de seu show,
Bibi canta sucessos de Piaf, e
das peças My Fair Lady e Alô
Dolly, que encenou na década de
60. "La vie em rose", "Non, je
ne regrette rian", "Hymne a
l'amour" (reprise), "Eu cantaria
assim" e "Alô Dolly", na qual
recebe a visita da filha Tina, e
as duas encerram o espetáculo.
Agradecimento especial aos
amigos Henrique, de Santa
Catarina, e Pedro Henrique, de
Minas Gerais.
Bernardo
Schmidt
(*)
Bernardo Schmidt é ator, historiador, biógrafo
do ex-presidente Jânio Quadros e
estudioso da vida e da obra de Gianfrancesco
Guarnieri.
Talentoso e idealista, Bernardo realiza arrojado
trabalho de garimpagem histórica,
resgatando verdadeiras obras-primas que
disponibiliza em suas comunidades no Orkut, nas
quais homenageia e divulga a obra de grandes
atores e autores.
São
gravações de espetáculos importantes,
verdadeiras preciosidades,
já
que todas estão fora de catálogo ou esgotadas há
muitos anos.
Bernardo Schmidt é um brasileiro cuja trajetória
nos enche de orgulho e esperança.
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