Creio no teatro. Ao longo da nossa civilização, ele tem sido o grande fórum em que o homem expõe e analisa os seus problemas, seja através de um texto trágico, seja através da graça envolvente de um musical. E porque esta é a minha crença, sou um produtor. E produzir PIAF com Bibi Ferreira, Flávio Rangel, Gianni Ratto, e tanta gente de reconhecido talento, sobre ser é um ato decorrente da mesma fé, é alegria que se tem e que se reparte com todo o público.

                                       Tertuliano dos Passos

 


 

 

Tomei conhecimento da peça "PIAF" através da sua versão americana na temporada da Broadway. Originalmente "PIAF" havia sido encenada em Londres pela "The Royal Shakespeare Company". Já nos aplausos que coroaram a função do teatro Plymouth havia decidido montar a peça no Brasil, e ainda mais, resolvido desde aquele instante convidar Bibi Ferreira para interpretar a grande cantora. Eu sabia que como a PIAF, no palco, Bibi também é uma força da natureza. Bibi e Flávio Rangel trabalharam juntos coadjuvados por um elenco dedicado e uma equipe exigente consigo mesma. Desde o início Flávio procurou fugir da facilidade de transportar para este trabalho as idéias cênicas importadas. Recusou o "xerox" subdesenvolvido do espetáculo já visto no exterior. Concebeu um espetáculo novo. Sem comparações, acho a encenação brasileira mais envolvente, mais bela do que a que eu vi lá fora. Estou convicto disto. Por que não podemos ser melhores, sendo diferentes? Assim aconteceu na "A GAIOLA DAS LOUCAS" meu último trabalho no teatro, grande sucesso! Parece-me que esta idéia também é um traço marcante nesta produção: PIAF / BIBI FERREIRA. Agradeço a todos pelo trabalho e empenho. Eis o espetáculo !

                                                                                  Pedro Carlos Rovai

 

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