Por Angela Maria Pereira Glavam

 

 

Anos 60

 

1960

Última revista em Portugal: "Curvas Perigosas", com Antonio Silva, Eugênio Salvador e com o grande Vasco Santana.

De volta ao Brasil, e às 21h. do mesmo dia, inaugura a Tv Excelsior de São Paulo, com o programa "Brasil 60". 

Após a exibição do programa, vem para o Rio de Janeiro, onde, às 2 horas da madrugada, estréia no Night and Day o show "Festival", sob a direção de Carlos Machado, ao lado de Walter D'Ávila e Grande Otelo.

Bibi no teatro de revista - Portugal

 

O programa "Brasil 60" tornou-se um sucesso, recebendo João Gilberto, Roberto Carlos, a então iniciante Elis Regina, Dercy Gonçalves e Alain Delon.

1961

Programa "Brasil 61" - líder de audiência.

Tele Teatro, na Excelsior, nas peças: "A Mãe" (Paddy Chayewsky), "O carteiro e o rei" (Rabindranath Tagore), "As árvores morrem de pé" , ao lado de Conchita de Morais.

Em cartaz durante dois anos, o Tele Teatro apresentou atores como Armando Bógus, Francisco Cuoco, Tarcísio Meira, Dulcina de Moraes e Tônia Carreira entre muitos outros. Bibi foi também dirigida por Anthunes Filho e Adhemar Guerra.

1962

  Estréia  do musical "My fair lady", de Lemer e Loewe, ao lado de Paulo Autran, Jaime Costa, Sérgio Viotti, Elza Gomes e grande elenco -  Teatro Carlos Gomes - Rio de Janeiro.

Gravação do disco "My fair lady" com participação do elenco original.

1963

"My fair lady" permanece em cartaz, dando a Bibi o prêmio de Melhor Atriz.

 

Grava o LP "Bibi Ferreira em pessoa", premiado pelos críticos do jornal Correio da Manhã - Melhor disco em Prosa, do ano.

1964

Estréia de  "My fair lady" em São Paulo, onde ficou em cartaz durante 11 meses.

Estréia de "My fair lady" em Porto Alegre, Teatro Leopoldina.

Recebe o prêmio Sacy, de "O Estado de São Paulo", como melhor atriz por sua atuação em "My fair lady".

1965

Apresenta o programa "Bibi sempre aos domingos", programa com 8 horas de duração, na TV Excelsior.

Estréia do musical "Alô Dolly", ao lado de Paulo Fortes, Augusto C. Vannucci e grande elenco, Teatro João Caetano, Rio de Janeiro.

Grava a trilha original de "Alô Dolly".

 

1966

Tv Excelsior de São Paulo: "Bibi sempre aos domingos"

Tv Tupi do Rio de Janeiro: "Bibi Especial"

Viaja para Londres, a convite da MGM, onde entrevista os atores Terence Stamp, Julie Christie, Omar Shariff , Alan Bates e Alain Delon.

Em Londres: faz o documentário "Uma brasileira em Londres", para a BBC.

 

 

TV Tupi - "Bibi Especial"

 1967

"Bibi Especial" continua em cartaz no Rio de Janeiro, Tv Tupi.

Apresenta o "Grande Festival do Carnaval", no Maracanãzinho.

Volta a Londres, a convite da MGM, onde entrevista Richard Burton, Anthony Quinn, Morris West, Vittorio de Sicca, Anouk Aimée e Peter Ustinov.

 

1968 

Apresenta o programa "Bibi ao vivo", na Tv Tupi do Rio de Janeiro. No Tele Teatro do programa "Bibi ao Vivo" atuaram nomes como: Glauce Rocha, Leonardo Villar, Chico Anísio, Milton Moraes, Maysa Matarazzo, Norma Benguel, Odette Lara, Marisa Urban, Carlos Alberto, Juca de Oliveira, Oduvaldo Vianna Filho, Graça Mello e Procópio Ferreira.

1969

"Bibi ao vivo" traz para o vídeo os maiores nomes do teatro, sob a direção de Sérgio Britto.

 

                                                                                                          Anos 70

 1970

Dirige Maria Bethânia e Ítalo Rossi em "Brasileiro, profissão esperança", de Paulo Pontes, no Teatro Casa Grande, Rio de Janeiro.

Dirige a leitura dramática de "A longa noite de cristal", de Oduvaldo Vianna Filho, no Teatro Santa Rosa, Rio de Janeiro.

1971

Estréia de "Brasileiro, profissão esperança" em São Paulo, Teatro Gazeta, com elenco original.

TV Tupi do Rio: apresenta o "Curso de alfabetização para adultos". Escolhida entre concorrentes de 73 países, recebe o prêmio de "Melhor Comunicadora", no Grande Festival Internacional da Cultura, em Tóquio.

Dirige o show de Paulo Pontes, "Elizeth", com Elizeth Cardoso e 110 figuras em cena, no Canecão, Rio de Janeiro.

 

 1972

Faz o primeiro programa brasileiro transmitido via satélite, diretamente de Los Angeles para todo o país: o "Oscar 72", pela Rede Associada.

Estréia em 15 de agosto, no Teatro Municipal de Santo André, o musical "O Homem de La Mancha", de Dale Wassermann, com tradução de Paulo Pontes e Flávio Rangel, versão das canções feitas por Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra e direção de Flávio Rangel. No elenco, além de Bibi, Paulo Autran e Grande Otelo.

Estréia de "O Homem de La Mancha" no Teatro Anchieta, São Paulo.

1973

Em 15 de janeiro, inaugura o Teatro Adolpho Bloch, Rio de Janeiro, com o musical "O Homem de La Mancha" e permanece em cartaz por oito meses.

Dirige Elizeth Cardoso, Baden Powell e mais 80 artistas, no show "Elizeth Baden", de Paulo Pontes, Flávio Rangel e Sérgio Cabral, no Canecão.

Em dezembro, participa em Madureira da inauguração do movimento para a venda de ingressos para teatro a preços populares.

 

1974

"O Homem de La Mancha" faz temporada popular, de janeiro a março, Teatro João Caetano, Rio de Janeiro.

Estréia em Belo Horizonte, segue para Porto Alegre e finalmente estréia no Rio de Janeiro, o espetáculo "Brasileiro, profissão esperança", onde Bibi dirige Clara Nunes e Paulo Gracindo. O show permaneceu em cartaz no Canecão por quase um ano, batendo todos os recordes de público da casa.

Dirige, no Teatro Santa Rosa, Rio de Janeiro, a leitura de "A longa noite de cristal" (de Oduvaldo Vianna Filho),  inaugurando um Ciclo de Leituras organizado pelo S.N.T.

Recria a direção original de Augusto Boal para o show "Opinião", com Marília Medalha, Zé Ketti e João do Vale - Teatro Opinião - Rio de Janeiro.

 

1975

Estréia de "Brasileiro, profissão esperança" em São Paulo, no Teatro Aquarius.

18 de outubro: início dos ensaios de "Gota d'Água", de Chico Buarque e Paulo Pontes. 

26 de dezembro: estréia de "Gota d'Água" no Rio de Janeiro, Teatro Tereza Rachel. No elenco, além de Bibi Ferreira, Oswaldo Loureiro, Luiz Linhares, Roberto Bonfim, Beth Mendes, Carlos Leite, Sônia Oiticica, Isolda Cresta e outros,direção de Gianni Ratto.

 

1976

"Gota d'Água" continua no Teatro Tereza Rachel mudando a seguir para o Teatro Carlos Gomes.

Em 10 de novembro, dirige Walmor Chagas, Marília Pera, Marco Nanini e grande elenco, no musical "Deus lhe pague", adaptação de Millôr Fernandes da peça de Joracy Camargo, no Canecão, Rio de Janeiro.

Em novembro, recebe o prêmio "Molière", como "Melhor Atriz de 1975", por "Gota d'Água".

1977

"Gota d'Água" encerra, em fevereiro, a temporada carioca.

  Dirige "Bandeira Branca", com Elizeth Cardoso, Jorge Dória e Edu da Gaita, no Canecão, criação e roteiro de Millôr Fernandes em parceria com Bibi Ferreira.

 

Em 28 de abril  recebe o prêmio de Personalidade Global de 1976 (teatro) da Rede Globo de Televisão.

Em 29 de abril estréia "Gota d'Água" no Teatro Aquarius, São Paulo. Foram 650 apresentações consecutivas, batendo o recorde de procura por ingressos na Casa do Teatro. O recorde anterior pertencia à própria Bibi, com "My fair lady".

Recebe o prêmio APCA como "Melhor atriz", por "Gota d'Água".

Grava, pela RCA, um LP com as principais músicas e textos  da peça "Gota d'Água".

1978

Estréia do programa "Brasil 78", na Tv Globo.

1979

Apresenta o programa "Brasil 79", na TV Globo.

 

 Anos 80

 

1980

Remonta "Gota d'Água", excursionando com a peça por todo o país.

Inaugura o Teatro Dulcina, da Fundação Brasileira de Teatro, em Brasília.

 

1981

Em janeiro dirige Clara Nunes em "Clara Mestiça", no Teatro Clara Nunes; o espetáculo permanece em cartaz até agosto.

Em setembro: estréia de "Clara Mestiça" em São Paulo, no Canecão-Anhembi, para temporada de quatro semanas.

Dirige a comédia "Toalhas quentes", de Claude Maurier (adaptação de Bibi Ferreira), "Um rubi no umbigo", de Ferreira Gullar, "Calúnia", de Lilian Hellman  e o show de travestis "Gay Fantasy", com Rogéria ( um ano em cartaz no Teatro Alaska, Rio de Janeiro).

Produz e dirige "O melhor dos pecados", de Sérgio Viotti, com Dulcina de Moraes - Teatro Clara Nunes - Rio de Janeiro. O espetáculo marcou o retorno de Dulcina de Moraes aos palcos, após 20 anos de dedicação exclusiva à Fundação Brasileira de Teatro, em Brasília.

1982

Dirige o show de Maria Bethânia, "Nossos Momentos", no Canecão.

Dirige "O filho da urna", com Adriano Reys.

Dirige "Hermínia", para a empresa Ayer.

 

1983

Após cinco anos de ausência como atriz, Bibi volta ao palco atuando em "Piaf - A vida de uma estrela da canção", de Pam Gems, direção de Flávio Rangel. 

Quatro anos consecutivos em cartaz, a peça excursionou por todo o Brasil. Espetáculo recordista de permanência e de público, esgotou a lotação de todas as casas em que se apresentou, inclusive o Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo, de 4000 lugares.

 

"Piaf, a vida de uma estrela da canção".

 

1984

Conquista, por sua atuação em "Piaf", os prêmios, como "Melhor Atriz": Molière e Mambembe, ambos outorgados pela primeira vez por unanimidade, pelos membros dos respectivos júris.

Em 17 de maio, estréia de "Piaf" no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, início de um sucesso sem precedentes na história do teatro brasileiro.

 

25 de maio: estréia de "Piaf" na Sala Villa- Lobos, Teatro Nacional, Brasília.

14 de junho: estréia de "Piaf" no Teatro Guaíra, em Curitiba.

 

21 de junho: estréia de "Piaf" no Teatro do CIC, Florianópolis.

29 de junho: estréia de "Piaf", reabrindo, para uma temporada de dois meses, o Teatro São Pedro, fechado há dez anos para obras de restauração. 

9 de julho: recebe o prêmio Jardel Filho de Melhor Atriz de 1983, por seu desempenho em "Piaf" e pelos serviços prestados ao teatro brasileiro.

5 de setembro: estréia de "Piaf" no Teatro Cultura Artística, São Paulo.

 

 

Em pesquisa promovida pelo jornal O Estado de São Paulo, Bibi foi eleita a atriz preferida do público freqüentador de teatro.

Dezembro: inaugura o Teatro do Centro de Convenções de Pernambuco, com "Piaf", a convite do Governo do Estado de Pernambuco. O espetáculo lotou o teatro, de 2045 lugares,  nas três apresentações.

 

1985

Em tournée pelas principais cidades de São Paulo, "Piaf" bate todos os recordes de público.

Junho: "Piaf" retorna a São Paulo para três apresentações no Palácio Das Convenções do Anhembi, que até então fora ocupado apenas por grandes nomes  da música. Foram vendidos 4000 ingressos por apresentação. 

Julho: nova apresentação de "Piaf", em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, repetindo o sucesso da primeira teporada.

Ainda em julho, Bibi interrompe por dez dias a temporada de Piaf e dirige o show de Maria Bethânia: "20 anos de paixão", comemorando os 20 anos de carreira da cantora.

 

Agosto: início da tournée de "Piaf" pelo norte-nordeste. Apresenta-se em todas as capitais, de Belém a Salvador e segue para Goiânia e Belo Horizonte, pela terceira vez.

Setembro:  recebe o prêmio APETESP (da Associação Paulista de Empresários Teatrais) de Melhor Atriz por "Piaf", em votação  feita por seus próprios colegas e  concorrendo com outras quatro grandes atrizes.

Outubro: recebe do Ministro da Cultura da França, Jack Lang, a Comenda da Ordem e do Mérito das Artes e das Letras da República Francesa, por seu trabalho em teatro e pela divulgação da cultura francesa no Brasil.

Ainda em outubro, estréia o show de Maria Bethânia, "20 anos de paixão", no Canecão, Rio de Janeiro.

1986

Janeiro: recebe, em São Paulo, os prêmios Governador do Estado e Pirandello, por sua atuação em "Piaf".

"Piaf" inicia o quarto ano de sucesso, tornando-se a primeira peça brasileira a atingir a marca de um milhão de espectadores.

Abril: retorna a Brasília para mais cinco apresentações de "Piaf" - Sala Villa- Lobos, Teatro Nacional. 

Na oportunidade, encontra-se com o então Presidente José Sarney, a quem apresenta o Projeto Procópio Ferreira, para viabilizar as viagens dos artistas brasileiros e seus espetáculos aos mais distantes lugares do país, aproximando o teatro do povo.

Maio: nova temporada de "Piaf" no Rio de Janeiro, no Teatro do Copacabana Palace.

Dirige e atua na leitura dramática de "Gota d'Água", no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro.

 1987

Dirige "Meno Male", de Juca de Oliveira.

Estréia de "Brasileiro, profissão esperança" em São Paulo.

1988

Outubro: viaja para Portugal onde ensaia, com elenco português, a peça "Piaf", para estrear no Cassino Estoril.

1989

Janeiro: estréia de "Piaf" no Cassino Estoril. 

14 de julho: interpreta "Piaf" nas comemorações de 200 anos da Revolução Francesa.

Dirige "Na sauna", de Neal Donns, com Maitê Proença, Teatro Villa- Lobos, Rio de Janeiro, a convite de Wolf Maia.

 

 

 

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Suas impressões 

 

 

 

 

Música: "Milord" (de M.Monnot e G.Moustaki - musical "Piaf, a vida de uma estrela da canção")

 

 

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