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Espetáculo:
Bibi ferreira "vive" Amália

A
actriz brasileira Bibi Ferreira avisa que "não se trata de
uma imitação mas sim de uma homenagem a Amália", mas
também sabe que, quando esta noite aparecer no palco do Casino
de Espinho, "as pessoas vão ficar muito
impressionadas". Vai usar um vestido que foi de Amália
Rodrigues, cópias das suas jóias, maquilhagem e penteado que
fazem lembrar a fadista portuguesa. Como se isto não bastasse,
Bibi tem a "mesmíssima altura de Amália". "Há
um impacto visual muito grande", reconhece.
Apesar de tudo, não se trata de uma imitação. Bibi Vive Amália
é um espectáculo em que se recorda um concerto de Amália, com
o guitarrista Carlos Gonçalves à viola e a cantora a desfilar
os seus fados, de Fadinho Serrano a Foi Deus, com
passagem por Barco Negro, Povo Que Lavas no Rio e Casa
Portuguesa, entre outros. Pelo meio, "Amália"
conta algumas histórias da sua vida. "Foi um espectáculo
pensado para o Brasil", ressalva o autor e encenador Tiago
Torres da Silva, justificando assim que no roteiro se faça uma
selecção das histórias que se contam sobre Amália. E se,
desde Junho, o espectáculo tem sido um sucesso em terras
brasileiras, neste momento há uma grande expectativa quanto à
reacção do público português.
Depois da estreia, esta noite, no Casino de Espinho, Bibi vai
reviver Amália no Centro Cultural de Belém em Lisboa, no próximo
domingo. No dia 4 apresenta-se no Teatro Baltazar Dias, na
Madeira, e no dia 6 termina esta digressão em Portugal no
Casino de Vilamoura.
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Bibi
lembra Amália
Bibi Ferreira
estudou sílaba a sílaba todos os fados de Amália. Aprendeu
dizer "pá" e a tratar todos por tu e até faz a voz
rouca, parecida com a da fadista portuguesa. Para que o espectáculo
Bibi Vive Amália (esta noite, no Centro Cultural de Belém,
em Lisboa) seja quase perfeito, a actriz brasileira preocupou-se
com os mínimos detalhes, da roupa à maquilhagem do penteado às
jóias e aos óculos. O resultado é uma aproximação a Amália,
que "não é uma imitação" mas anda lá muito próximo.
As primeiras ideias para este projecto começaram a ser
delineadas em 1997. O autor e encenador português Tiago Torres
da Silva encontrou-se com Bibi Ferreira no ano seguinte, no
Brasil, e decidiram realizar um espectáculo de homenagem a Amália
Rodrigues. "Queríamos que ela estivesse na primeira fila
para lhe prestarmos homenagem", recorda Bibi. Só que
depois a fadista portuguesa morreu e o projecto ficou adiado até
este ano, quando Bibi achou que talvez já fizesse sentido a tal
homenagem ao mesmo tempo que assinalava os seus 60 anos de
carreira. A grande dama do teatro brasileiro, responsável por
êxitos como Gota d'Água (musical de Chico Buarque e
Paulo Pontes) e Piaf, a Vida de Uma Estrela da Canção (com
texto de Pam Jem), já bateu recordes de bilheteiras com Amália.
O especáculo foi pensado especificamente para o público
brasileiro - e isso é visível nas histórias que se contam,
nos pormenores escolhidos de entrevistas e documentários de Amália
(por exemplo as referências aos espectáculos no Canecão) e até
nas músicas que compõem o alinhamento de Bibi Vive Amália
(fados mas também alguns temas brasileiros que a fadista
interpretava nos concertos que dava lá). "O público
brasileiro gosta muito de Amália", conta Bibi Ferreira.
"Até cantam comigo algumas músicas, sabem as letras dos
fados." Algo que Bibi espera que aconteça também esta
noite, no CCB, embora afirma mais uma vez: "Não é a Amália
que vai lá estar, é a Bibi. Têm que se lembrar disto".
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O
fado "Foi Deus", arquivo midi que você ouve ao fundo,
foi seqüenciado por Fernando de Brito Vintém (http://www.midiportugal.com/)
e faz parte do espetáculo "Bibi vive Amália". |
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