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"Bibi
vive Amália" em Natal

Bibi
Ferreira e as lágrimas do apóstolo
São Pedro não se conteve de emoção e aplaudiu com chuva. De
início, alguns pingos grossos e esparsos, que foram diminuindo.
Durou cerca de três a quatro minutos. O santo não agüentara.
A saudade da Galiléia, com suas praias de areias limpas e os pés
descalços de um menino que aprendia o ofício de pescador, o
mar e um mestre muito amado que andou sobre as águas.
O fado de Amália Rodrigues, na voz de Bibi Ferreira, mexera com
o santo na noite do último sábado, no anfiteatro do campus
universitário. O fado é uma música com tempero de saudade,
cantarolada pelos portugueses em suas aventuras pelos mares e
terras ainda desconhecidos pelos europeus.
Se a voz de Bibi Ferreira arrancara lágrimas dos olhos do
porteiro do céu, fizera surgir em minha mente uma série de
reflexões. Não sei se foi o fado e a melancolia que o
caracteriza, mas o fato é que pensei na Argentina, no Afeganistão,
na Palestina, no Brasil e no Natal que está próximo..... Mas
isso não importa. O que importa é Bibi Ferreira interpretando
Amália Rodrigues. A grande dama Bibi Ferreira, capaz de
emocionar São Pedro, com suas lágrimas de chuva...
(da
crônica de André Alves sobre a apresentação de "Bibi
vive Amália" em Natal)
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Bibi
encanta com fados românticos
Uma
diva, homenageando outra diva. É o que os natalenses
poderão conferir no espetáculo "Bibi Vive Amália",
que será apresentado neste sábado, às 21h, no
anfiteatro do campus da Universidade Federal do RN. E o
melhor: acesso gratuito para todos que desejarem ver.
Quem ainda tem na lembrança o "Bibi Canta e Conta
Piaf", apresentado ano passado, poderá ver um
espetáculo do mesmo nível. Bibi
Ferreira estará novamente acompanhada da Orquestra Sinfônica
do RN, desta vez interpretando a obra da cantora
portuguesa Amália Rodrigues, uma das musas maiores do
fado...
Neste sábado, Bibi se apresentará em um palco especial
com cobertura, e espaço para os 56 músicas da OSRN,
além dos músicos de sua própria banda. O público se
acomodará nas arquibancadas do anfiteatro, que tem
espaço para até quatro mil pessoas. O patrocínio
local é do grupo Iberdrola-Cosern
Espetáculo
"Bibi Vive Amália" - Sábado, às 21h, no
anfiteatro do campus universitário. Acesso gratuito.
Jornal
Tribuna do Norte - Natal
14
de dezembro de 2001 |
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Noite
de fados
José
Soares Jr.
Jornal
Tribuna do Norte - Natal
15
de dezembro de 2001
Interpretar
a vida e obra de um artista nem sempre é algo fácil. As exigências
históricas e o crivo do público exigem, quase sempre,
fidelidade ao estilo e identidade com o trabalho do expoente,
entre outras prerrogativas. Foi pensando em atender a estas
expectativas que a atriz, diretora e cantora Bibi Ferreira
decidiu interpretar a obra da cantora portuguesa Amália
Rodrigues. O espetáculo "Bibi Vive Amália" será
apresentado hoje, às 19 h, no anfiteatro do campus da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Tal como ocorreu no ano passado — quando ela interpretou em
Natal a música da cantora francesa Edith Piaf em praça pública
— , Bibi será acompanhada pela Orquestra Sinfônica do RN, além
da narrativa da apresentação também conter depoimentos que Amália
deu em vida através de entrevistas. O projeto, idealizado pela
Cosern e produzido pela Agenda Propaganda, tende a se tornar
fixo, de acordo com Nilson Raman, empresário da cantora:
"A partir do ano que vem, Bibi estará na direção do
espetáculo que terá outros artistas como convidados",
comenta Raman.
A turnê do show teve início em junho deste ano. Na semana
passada ocorreram quatro apresentações em Portugal, onde,
segundo a própria Bibi, ela foi submetida a "prova de
fogo" do espetáculo. O calendário da turnê este ano, se
encerra hoje em Natal. A cantora chegou na cidade com alguns
dias de antecedência e concedeu entrevista coletiva na última
quarta-feira à imprensa local.
Na ocasião, ela explicou as razões pelas quais ela teria
escolhido representar a intérprete portuguesa: "Eu queria
comemorar meus 60 anos de teatro com um grande espetáculo. No
show, canto — além dos fados — músicas do ‘cangaço
nordestino’, e de Dorival Caymmi, pois são músicas que Amália
cantou e gravou".
Em comparação ao espetáculo de Edith Piaf, realizado por Bibi
durante anos, ela considera que a criação e interpretação de
Amália exigiu um maior empenho: "É o papel mais difícil
da minha vida", exclama a cantora.
A dificuldade talvez se explique pelo trabalho vocal e
acompanhamento fonético que ela teve que fazer para poder
acompanhar a sonoridade da língua portuguesa da mesma forma que
o povo lusitano a entende. "Tanto cantar, como interpretar
Amália é difícil. Acho este espetáculo mais árduo do que o
de Edith Piaf. Ao se deparar com a minha língua, vi que o
português é uma metamorfose dentro do próprio idioma. Exige
muito mais cabeça e concentração", enfatiza Bibi,
afirmando que estudou as músicas do espetáculo "sílaba
à sílaba".
O jornalista Abel Dias, da revista Caras de Portugal, está
acompanhando a turnê de Bibi e opinou sobre o assunto durante a
coletiva: "Cantar fado não é cantar qualquer música, é
preciso um estudo profundo", defendeu. Por outro lado, a própria
Bibi diz que jamais faria uma interpretação qualquer, sem o
estudo da língua, pois não correria o risco de parecer
"caricata".
"Ao apresentar o espetáculo aos portugueses senti uma
responsabilidade muito grande e um determinado temor. Embora
tivesse a confiança do público brasileiro que estava lá,
entrei no palco com muito medo, pois conheço o público português:
eles são muito críticos e consomem o espetáculo como um
produto. Mas assim que comecei a cantar o fadinho serrano eles
me acompanharam", recorda Bibi, recém chegada da Europa.
Embora a interpretação tenha sido construída em pouco tempo,
ela alega que o trabalho foi todo marcado como se fosse uma
pauta de música e a entonação vocal — assim como toda
expressão fonética do espetáculo — teve que ser adaptada a
forma lusitana de se falar e cantar a língua portuguesa.
Na apresentação de hoje, além dos fados portugueses, Bibi
cantará outras músicas que Amália costumava cantar em seus
shows. Sobretudo, músicas brasileiras que a cantora portuguesa
usava para abrir os seus espetáculos.
Amália tinha ligação com o Brasil
A cantora portuguesa Amália Rodrigues (1920-1999) tem uma ligação
com o Brasil que ultrapassa as semelhanças culturais entre os
países. Além de ter morado e casado pela segunda vez no País,
foi em território brasileiro que ela gravou seu primeiro LP de
78 rotações.
De origem simples, Amália viu sua vida de menina bordadeira se
transformar depois de ser descoberta como cantora de fado. A música
a levou para além dos palcos, fazendo com que ela também
atuasse em vários filmes, inclusive em Hollywood, e na produção
portuguesa de telenovelas.
Amália Rodrigues nasceu em Lisboa em 1920. É a quinta de uma
família de nove filhos. Em 1921 os seus pais, por dificuldades
de subsistência, regressam de Lisboa para a região de Beira
Baixa deixando Amália na capital ao encargo dos avós maternos.
Foi em 1929, na escola primária, que ela cantou pela primeira
vez em público.
Em 1932 ela arranja emprego como bordadeira depois de terminar a
escola primária. Em 1933 emprega-se nas fábricas de bolos da
Pampulha, em Lisboa. No ano seguinte passa a morar com os pais e
os irmãos na zona operária junto ao Tejo.
Ainda em 1935, em uma festa beneficente, ela canta pela primeira
vez em público acompanhada à guitarra. Em 1938 concorre ao
Concurso da Rainha do Fado dos Bairros, no qual não chega a
participar pois as outras concorrentes ameaçam desistir se ela
concorrer. Neste concurso conhece Francisco da Cruz, um jovem de
23 anos, torneiro mecânico e guitarrista amador, com quem se
casará em 1940, casamento que dura dois anos.
Em 1939 estreia-se no Retiro da Severa, como fadista
profissional. O êxito no Retiro como artista exclusiva é um
sucesso, e espalha-se por toda a Lisboa pela boca do público.
No ano seguinte canta em vários locais como artista exclusiva e
já com repertório próprio.
Em 1941 canta na Cervejaria Luso, recebendo um conto de réis
por atuação, quantia nunca antes paga. É atração da revista
do Teatro Variedades Espera de Toiros, onde interpreta três
fados. Do elenco fazem parte Mirita Casimiro e Vasco Santana.
Em 1943 faz sua primeira atuação no estrangeiro. O embaixador
Pedro Teotônio Pereira convida-a a atuar em Madrid onde assisti
a espetáculos flamencos, música com a qual se identifica. No
mesmo ano viaja pela primeira vez ao Brasil onde se apresenta no
Casino de Copacabana, o mais famoso casino da América do Sul,
num show concebido só para ela.
O reconhecimento é tão grande que a sua estada de seis semanas
é prolongada por três meses, e Amália só regressa a Portugal
com a promessa de voltar no ano seguinte. Em 1945 regressa ao
Brasil onde permaneceu dez meses, com a Companhia de Revistas Amália
Rodrigues.
No Teatro República, no Rio de Janeiro, Amália será a vedete,
primeiro, da revista Boa Nova e, depois, da opereta Rosa
Cantadeira, ao mesmo tempo atua no Casino de Copacabana no dia
de folga da companhia. Estreia no Teatro República, no Rio de
Janeiro onde interpreta seis canções. É o "Fado
Carioca" de Frederico Valério, mais conhecido por
"Fado Xuxu", que ficará como momento alto da revista.
Em 1949 regressa ao Brasil, mas uma doença de voz impede-a de
assumir na íntegra os contratos celebrados. Estreia em Portugal
do filme de Vendaval Maravilhoso, uma co-produção
luso-brasileira narrando a vida do poeta brasileiro Castro
Alves. Amália interpreta o papel da musa do poeta, Eugênia Câmara.
Em 1953 foi a primeira artista portuguesa a atuar na televisão,
no programa Eddie Fisher Show, na cadeia NBC, em Nova Iorque. No
ano seguinte atua em Hollywood, no Mocambo, sendo convidada para
o cinema. Em 1961 casa, no Rio de Janeiro, com o engenheiro César
Seabra, que conhecera seis anos antes no Brasil, anunciando
abandonar a vida artística. Vive dez meses no País.
Na mesma época é editado o duplo-álbum Amália e Vinícius,
gravado ao vivo na casa de Amália e composto por fados
interpretados pela cantora com poemas declamados por Vinícius
de Moraes.
Amália Rodrigues morreu em 1999 no dia 6 de Outubro, com 79
anos.
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"Este
show é uma homenagem a Portugal e à língua
portuguesa"
Comemorando 60 anos de carreira Bibi Ferreira
atuou, dirigiu e produziu espetáculos que fazem
parte da história do teatro brasileiro. Como
exemplos Gota D'Água, de Chico Buarque, uma
adaptação de Medéia a realidade política e
social do Brasil. Filha do ator Procópio
Ferreira, Bibi demonstra fôlego aos 79 anos e,
além dos shows de música, atua e participa da
direção de outras peças e musicais.
Além das montagens teatrais ela também ficou
conhecida por dirigir óperas. Em 1999 Bibi
liderou a montagem de Carmen, de Bizet. No início
de 2000, ela dirigiu Rigolleto, para abertura da
temporada lírica do Teatro Municipal do Rio de
Janeiro. No final do ano passado ela esteve em
Natal onde interpretou os clássicos da cantora
francesa Edit Piaf. Agora Bibi retorna
interpretando Amália Rodrigues. Confira os
melhores momentos de sua entrevista.
TRIBUNA DO NORTE — É verdade que foi a própria
Amália que fez o convite para que a senhora a
interpretasse?
BIBI FERREIRA — Ela não fez o convite. Eu
soube que ela conversou com alguém e a história
correu... Ela me assistiu quando apresentei o
espetáculo Piaf em Portugal e comentou com a
imprensa. No Sul e Sudeste do Brasil ela tinha
um bom público. Ficava em cartaz meses no Canecão.
Esse espetáculo é uma homenagem à Amália, a
Portugual e a língua portuguesa.
TRIBUNA DO NORTE — Como foi a escolha desse
repertório visto Amália ter centenas de músicas?
BF— O jovem Thiago Torres da Silva veio de
Portugal com um roteiro pronto, a pedido da
empresa que havia me pedido o espetáculo. Ele
me ensaiou no Rio de Janeiro, sílaba-por-sílaba.
Foi um trabalho muito difícil.
TRIBUNA DO NORTE — O fato de um ritmo como
o fado não ser muito popular não intimidou vocês
na hora da criação do espetáculo?
BF — Ele não é popular em um certo sentido.
Ele não é popular porque não toca nas rádios,
mas, com licença, nas estações só toca música
sertaneja e norte-americana (...) Nós nos
apoiamos na figura da Amália e na repercussão
que seu trabalho teve durante anos.
TRIBUNA DO NORTE — Além deste musical, a
senhora está participando ou dirigindo algum
outro espetáculo?
BF — Acabei de dirigir a peça Conduzindo Miss
Daisy, com Nathalia Timberg no papel principal.
Vou dirigir o Antônio Fagundes no ano que vem
em uma peça que ele mesmo escreveu. |
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Eterna
Amália
Jornal
Diário de Natal

‘‘Eu
queria comemorar meus 60 anos de carreira com um grande espetáculo. Pela
escolha que fiz, talvez seja um dos mais difíceis da minha vida. Foi com esse
espírito -e pensando no Brasil - que decidi interpretar e cantar Amália
Rodrigues’’. Assim começou a falar a diva dos palcos brasileiros, Bibi
Ferreira, 79, sobre seu mais recente espetáculo: Bibi Vive Amália, que será
apresentado hoje em Natal, a partir das 19h, na Praça do Anfiteatro do Campus
da UFRN, na Avenida Salgado Filho. O espetáculo conta com a participação da
Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte (OSRN) e do guitarrista português
Carlos Gonçalves (que trabalhava com Amália Rodrigues) A entrada é franca e
o patrocínio é do grupo Iberdrola-Cosern.
Segundo
contou em coletiva à imprensa na quarta-feira passada, no Hotel Carlton,
quando em 1989 ela apresentou em Portugal o espetáculo Piaf, A Vida de uma
Estrela da Canção, (interpretando canções da Edith Piaf) a própria Amália
Rodrigues a assistiu por diversas vezes e revelou seu desejo de ser
interpretada pela dama dos palcos brasileiros. ‘‘Amália conversou com
alguém, que aí falou para outro alguém, até chegar a mim esse desejo dela.
Há muito tempo que um português não se apresenta no Brasil, e vendo a
receptividade de Amália no Brasil e essa ausência, resolvemos então fazer o
espetáculo’’, explica Bibi Ferreira.
O apuro
da emoção e técnica decorrente de uma experiência de seis décadas no
palco, não tirou a ‘‘responsabilidade’’ de viver Amália Rodrigues.
Bibi Ferreira fala que inicialmente passou a ler muito e assistir à fitas da
fadista portuguesa, sem contar com a preocupação de falar o português sem o
‘‘sotaque’’ brasileiro: ‘‘Não fiz caricatura de sotaque. Com
mentira não se leva emoção à platéia. Era preciso, portanto, uma
metamorfose dentro do próprio idioma. O autor e diretor do espetáculo, Tiago
Torres da Silva me ensaiou sílaba por sílaba’’. O diretor é português
e era amigo pessoal de Amália Rodrigues, com quem chegou, inclusive, a ser
parceiro em canções.
O
resultado de tanto ensaio e concentração pôde ser sentido por Bibi Ferreira
recentemente em turnê pelo Sul, Norte, Centro e Ilhas de Portugal, quando ela
foi aplaudida fervorosamente pelos patrícios de Amália Rodrigues.
‘‘Entrei (no palco em Lisboa) com muito medo. Amália tinha uma majestade
natural’’, diz. Mas, após três ou quatro canções, (quem conta é o
jornalista português Abel Dias, que a está acompanhando pela turnê no
Brasil), os portugueses já cantarolavam com Bibi Ferreira os familiares fados
de Amália. Então estava consumada a unidade entre aqueles dois talentos dramáticos.
Com direito a chuva de pétalas vermelhas no final.
Bibi
Ferreira interpreta canções brasileiras em Bibi Vive Amália, em consonância
com uma prática comum da cantora portuguesa, de quando ela se apresentava em
outro país e sempre o homenageava com canções do lugar. Ao todo são mais
de 20 canções, nas quais Bibi Ferreira além de cantar, empresta todo seu
talento dramático para ressuscitar Amália Rodrigues no palco, falecida em
1999. Sobre os próximos planos de trabalho, Bibi Ferreira prefere não
revelar, mas deixou escapar que dirigirá o ator Antônio Fagundes no próximo
ano, no espetáculo Tesps.
Música
Sobre o momento musical do Brasil atual, traçando-se um paralelo com a época
das grandes produções musicais de protesto e resistência - após o golpe
militar de 64 -, como o Opinião, que ela chegou inclusive a dirigir, Bibi
Ferreira opina: ‘‘Todas as coisas têm a sua época. Música é uma conseqüência.
Hoje estamos vivendo um momento de ‘mormaço’ no País. Uma camada imensa
de pessoas passando fome. Eu não acho que estejamos num momento musical
culminante. Enfim, não está havendo o estado de alma da juventude para
coroar o país musicalmente’’.
Televisão
Bibi Ferreira fez televisão na década de 60, num programa cujo formato era
teleteatro. Sobre a possibilidade de fazer televisão atualmente ela é categórica,
‘‘não’’. ‘‘Nunca me senti atraída por telenovelas. Não gosto de
me assistir’’, desconversa e elogia a ‘‘plêiade’’ de atores da
televisão, citando aqueles anônimos que se apresentam no Programa Linha
Direta, da Rede Globo. ‘‘Eles são fantásticos. Ninguém nunca viu
aqueles atores’’.
Coleção
Bibi Ferreira interpretou nos palcos Edith Piaf e agora Amália Rodrigues,
dois grandes talentos da música mundial. Mas se engana quem pensa que ela
pretende continuar com essa mesma fórmula: ‘‘Não pretendo fazer coleção’’,
brinca. Agora, entre a satisfação de cantar Piaf e viver Amália nos palcos,
Bibi não hesita em dizer que ‘‘o prazer foi muito maior’’ neste último
espetáculo. ‘‘Porque é minha língua e eu fiquei muito emocionada em
Lisboa. Jamais tive aplausos tão fortes’’.
O espetáculo
de hoje encerra a turnê no Brasil. A volta a Natal, Bibi Ferreira explica que
é pela receptividade e sucesso da última vez em que se apresentou, no ano
passado. Certamente, os aplausos também serão calorosos para esse talento
consagrado da arte brasileira.
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