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Bibi
Ferreira completa 79 anos inaugurando a Ribalta |

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Reportagem
de Alessandro Soler - O Globo-Barra - Domingo - 20 de maio de
2001
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No dia 1º, ao completar 79 anos, Bibi inaugura a Ribalta, na
Barra, com o espetáculo "Bibi vive Amália", uma
homenagem a Amália Rodrigues, a cantora portuguesa que é sinônimo
de fado. A filha de Procópio torna real um projeto nascido há
dois anos.
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A idéia inicial era que Amália participasse da estréia, em
Lisboa - disse Bibi, em entrevista ao Globo-Barra.
O
histórico duo, contudo, não chegou a se realizar: em 6 de
outubro de 1999 Amália morreu. Com ela foi sepultado o projeto.
Bibi não queria que a acusassem de explorar a imagem da estrela
portuguesa. Até que, no ano passado, o diretor português Tiago
Torres da Silva, idealizador do projeto "Bibi vive Amália",
convenceu a diva: o show tinha que sair.
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É impossível chegar perto de Amália. Se eu conseguir envolver
a platéia, está tudo certo - resume, modesta, Bibi Ferreira.
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Trajetórias
de sucesso no Rio de Janeiro
A
semelhança física entre Amália e Bibi é inegável. Mas as
duas divas têm, ainda, outros pontos comuns em suas distintas
trajetórias artísticas. O início de suas carreiras, por
exemplo, deu-se mais ou menos na
mesma época: em 1939, Amália,
até então vendedora de flores e frutas do Cais da Rocha, em
Alcântara ( Portugal), tornou-se uma fadista profissional,
para, no ano seguinte, estrear no teatro de revista, com a peça
"Ora, vai tu!". Um ano depois, a jovem
Bibi viu pela primeira vez, trabalhando com o pai, cerrar-se
diante de si o pano do Teatro Serrador, no Centro do Rio, onde
encenou "La locandiera", de Goldoni, montada por
Procópio.
O ano de 1945 foi particularmente importante para ambas:
enquanto Bibi se tornava a primeira brasileira a ser dirigida
por uma estrangeira ( a francesa Henriette Morineau),
igualmente no Brasil Amália gravava seus primeiros discos.
Convidada a fazer quatro shows no país, ela acabou
permanecendo por mais de quatro meses, graças à inesperada e
calorosa acolhida do público. Quatro anos mais tarde,
em 1949, ambas tiveram grandes experiências no Rio: Bibi
vivia o seu mais difícil papel, o personagem principal de
"O noviço", de Martins Pena, no Teatro Municipal,
enquanto Amália despontava como expoente máxima do fado em
memoráveis shows para platéias paulistas e cariocas.
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Suas
impressões
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"Coimbra",
arquivo midi que você ouve ao fundo, foi seqüenciado por
Fernando de Brito Vintém (http://www.midiportugal.com/)
e faz parte do espetáculo "Bibi vive Amália".
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